Filosofia – Contra cultura, marginalidade e criação

Filosofia – Contra cultura, marginalidade e criação

Contra cultura, marginalidade e criação, ao longo de quatro encontros, visita os períodos da história da filosofia: antigo, medieval, moderno e contemporâneo; reflete sobre os conceitos de alguns filósofos desses períodos, através da sequência poética-reflexiva, Fragmentos filopoéticos do existir; aprofundar na reflexão e nos questionamentos sobre alguns dos vários dilemas e incertezas presentes na vida humana, para isso, será trabalhado com outra sequência poética-reflexiva, essa inspirada na Filosofia do Absurdo, do filósofo e escritor argelino Albert Camus (1913-1960) e, por fim, a apresentação do curta-metragem Convite à Poesofia crônica: Pedra, Espanto e Consciência, de Tadeu Marcato, premiado com a Lei Aldir Blanc, na cidade de Araraquara, que será a base para o desfecho das reflexões propostas durante o curso de extensão.

Albert Camus, filósofo argelino – estudou em viveu em Paris

A partir da apresentação dos poemas e dos conceitos, busca-se instigar os participantes às reflexões sobre o acaso, a dúvida, a incerteza, a finitude e a mecanização da existência. A sequência poética tem como base, como já foi dito, a Filosofia do Absurdo, do filósofo e escritor argelino Albert Camus (1913- 1960), porém não se limita a essa corrente filosófica, mergulha no rio com Heráclito, dialoga com Sócrates na Ágora, o martelo com Nietzsche, ouve os conselhos de Diógenes, cultiva a dúvida com os céticos, contempla a amizade e a finitude com Epicuro, dentre outros possíveis fragmentos a serem explorados.

Em outras palavras, a pretensão que se tem com o curso e a apresentação da sequência filopoética é propor reflexões que surgem a partir do reconhecimento da Pedra no caminho de Drummond – os problemas encontrados no percurso da existência – do Espanto – estranhamento em relação às Pedras – e da Consciência – possibilidade de pacificação interna desses conflitos, para tanto, a ideia não é trazer respostas às questões filosóficas existenciais, mas instigar as possiblidades, considerando as individualidades/subjetividades, além de propor reflexões sobre a contra cultura da mecanização da existência e da necessidade de uma marginalidade voluntária para o processo criativo.

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Toda a metafísica cai de joelhos com a pergunta “devo me matar?”, e assim se instaura o plano de imanência  de toda a filosofia de Albert Camus. Ou o pensamento agarra-se à vida para esboçar uma resposta ou atira-se pela janela, salta para fora e aposta em alguma transcendência. Deleuze falando sobre Espinosa, “Príncipe dos filósofos, fez o melhor plano de imanência, aquele ao qual não se corre o risco de cair na transcendência”. Em Camus, podemos dizer, ele traçou o  plano de imanência mais radical, aquele que obriga a ficar ou sair de uma vez por todas.

É preciso coragem para acompanhar Camus. Os princípios de uma filosofia de tempos sombrios, tempos de guerra, de cotidianos…

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