A QUEM INTERESSA A DESCONTINUIDADE DO CULTURA VIVA E PONTOS DE CULTURA?

A QUEM INTERESSA A DESCONTINUIDADE DO CULTURA VIVA E PONTOS DE CULTURA?

 

É importante saber! A cultura já era realizada, produzida antes mesmo da nomenclatura CULTURA VIVA.

Certo que é dever do Estado fomentar o setor da cultura, tal como fomenta os demais setores da sociedade. O Cultura Viva fortalece essas iniciativas que já existiam antes , e tanto assim,  continuam produzindo, criando cultura, mesmo com a ruptura institucional e corte nos repasses de recurso. Agora estamos assistindo o tempo passar na janela e nada de cultura viva, LPG, LAB são leis emergenciais e não vemos nenhuma ação propulsora que nos leve adiante. Isso tem ficado cada vez mais claro, dada a ausência dos pontos de cultura na pauta nacional. Os editais vão suprir emergências, o REENCANTAMENTO DO BRASIL pela cultura vem sendo rejeitado sistematicamente por programas burocráticos de partido e por operadores criadores de operativas, que são em boa medida,  carreiristas em busca de DAS’s que abandonam o CULTURA VIVA pela ocupação nos quadros burocráticos da repartição pública, essa é uma verdade verdadeira.

Infelizmente parece que o MinC foi recriado para dar conta do plano de trabalho das operativas que vem regendo as Leis de emergência, criadas com auxilio do criador escantilhado. Cadê a alavanca para o transformação! ? Já escrevi sobre isso em outra oportunidade, sim!  sobre a necessidade emergencial tanto quanto da LPG e LAB II, é imperativo uma segunda sessão de do-in na nação cultural. As impressão que vai sendo impressa é: as operativas pautando a ministra e não o contrario. Não nos enganemos, estamos aglutinando artistas e fazedores de cultura de modo amplo, oferecendo futuros editais, claro com adesão de estados e municípios ao SNC, colocando o Sistema Nacional de Cultura – ainda não regulamentado – como salvação da pátria. Não. Não é. Não temos um ação estruturante, fundamentada em conceito e filosofia. Não temos nenhuma ação de alegria, emoção, alteridade, algo que nos remeta a utopia. Ta tudo muito Burocrático. Parabolicamará!!!! Já seria um bom inicio. Os editais, as visitas em programas de auditórios, bancadas de jornalistas não nos sustenta. Cadê as caravanas de Arte espalhadas pelas ruas e praças? Tá tudo muito Burocrático. Cadê os estandartes dos pontos de cultura!? Convoque-se a procissão. Para isso não é preciso orçamento e nem regulamentação, precisamos apenas de uma direção que nos oriente rumo as utopias.

Temos o maior conjunto de indicadores públicos sobre resultados qualitativos dos processos culturais em comunidades e territórios. Fomos linha de frente dos discursos , promessas e demonstração de resultados das gestões anteriores do Presidente Lula. Somos a única Política Cultural adotada para mais de 20 países. Os Pontos de Cultura continuam nas trincheiras em suas comunidades, mesmo sem o devido reconhecimento e recursos. Já passou da hora do Estado brasileiro entrar com a sua parte no processo. A quem interessa não voltar com financiamento dos Pontos de Cultura?

 

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